A neve começava a cair depois de um dia chuvoso. Fazia muito frio dentro do pequeno apartamento que ela comprara há alguns meses. A chaleira chiava enquanto a água borbulhava e o chá estava quase pronto.
Ana lembrou-se do chá e logo se despertou de seu livro. Entrou na cozinha e com o aroma já conseguia sentir o sabor do chá quente. Enquanto pegava a caneca discutia com seus pensamentos a razão de Belatriz ter escolhido tal caminho, tão doloroso; era quase torturoso ouvir os pensamentos de Jude e de Belatriz, de alguma forma, sempre em sintonia. Cada letra que passava por seus olhos arrancavam um pedacinho de dentro dela, uma dor inexplicável, nunca antes sentida. Haveria, em algum lugar de seu mundo, uma resposta para essa sensação de perda ? Ela simplesmente não sabia mais como lidar com tudo aquilo sempre que se envolvia com os personagens da mágica história. E havia ainda aquela paixão dolorosa por Andrew que ela não conseguia entender. Andrew. Algo nele tirava seu fôlego, mesmo sendo apenas um personagem ...
quinta-feira, 21 de janeiro de 2010
quinta-feira, 13 de agosto de 2009
domingo, 9 de agosto de 2009
Nos meus sonhos eu fujo
Faço as malas e sumo
Vou andando devagar pra você me alcançar
Viro numa esquina e paro no mesmo lugar
Em que eu te conheci
Mas você não estava lá dessa vez
Para me dizer pra onde devo ir
Eu sei que quando anoitece
Nos teus sonhos também estremece
A vontade de fugir
Então siga por ali
Vire aquela esquina e vamos partir
Eu sei que quando anoitece
Nos teus sonhos também estremece
A vontade de fugir
Então siga por ali
Vire aquela esquina e vamos partir
sexta-feira, 7 de agosto de 2009
Como a maioria dos bebês cheiram a manteiga
seu cheiro era como de nenhum outro
ele nasceu sem cheiro e sem sentidos
ele nasceu um aprendiz sem cheiro
- vá embora, vá embora
todas as enfermeiras se recusavam a alimentá-lo
eletrólitos cheiram a sémen
prometo não vender seus segredos perfumados
há centenas de fórmulas para amassar flores
fico deitado no solo e fertilizo cogumelos
vapores que vazam se transformam em perfumes
seu cheiro era como de nenhum outro
ele nasceu sem cheiro e sem sentidos
ele nasceu um aprendiz sem cheiro
- vá embora, vá embora
todas as enfermeiras se recusavam a alimentá-lo
eletrólitos cheiram a sémen
prometo não vender seus segredos perfumados
há centenas de fórmulas para amassar flores
fico deitado no solo e fertilizo cogumelos
vapores que vazam se transformam em perfumes
quinta-feira, 6 de agosto de 2009
Meia noite, a Lua ainda brilha lá fora. O chocolate em cima da mesa ainda está quente e ela escreve, escreve sem pensar, sem lembrar que isso tudo é real. Por horas a fio, em sua cabeça passaram-se as lembranças mais lindas e doces, os momentos mais mágicos e o brilho dos seus olhos se misturavam com o brilho da Lua.
Não sabe como conseguiu por alguns minutos se desviar desse mundo para um mundo distante, mas quando Duda ouviu alguém bater na porta o chocolate já esfriara. Não podia imaginar quem seria essa hora. Então tirou os óculos e desceu as escadas correndo. Mas ela sentiu um cheiro. Um cheiro que ela há muito não sentia mais e, reconheceu imediatamente de quem seria. Bernardo.
Não sabe como conseguiu por alguns minutos se desviar desse mundo para um mundo distante, mas quando Duda ouviu alguém bater na porta o chocolate já esfriara. Não podia imaginar quem seria essa hora. Então tirou os óculos e desceu as escadas correndo. Mas ela sentiu um cheiro. Um cheiro que ela há muito não sentia mais e, reconheceu imediatamente de quem seria. Bernardo.
sexta-feira, 24 de julho de 2009
Try to hold on

As vozes ainda ecoavam em seus ouvidos, enquanto as janelas balançavam e com o vento seus sonhos mais profundos desapareciam
O sono, como os sonhos, tinham ido embora. Na sala o murmúrio e as brigas eram evidentes. Por que é tudo tão confuso, ela se pergunta. Mas ela sabe exatamente todas as repostas para suas dúvidas, ela sabe a razão das lágrimas que dias antes escorreram por um rosto frio e gelado.
Depois do beijo de boa noite tudo se tornou sem cor e sem graça. Ele vai embora e em outro mundo ela entra. O mundo escuro do qual ela foge todas as noites, e por mais que ele diga que é fácil fugir, isso se torna impossível. Ela se esconde embaixo dos cobertores, mergulha sua mente nas histórias mágicas dos livros. É o único jeito de esquecer a escuridão existente fora dos cobertores. 00:55, as histórias acabam, um sentimento de extrema felicidade percorre todo seu corpo, como a bebida púrpura, mas por apenas alguns segundos ela se lembra do mundo frio e escuro e as lembranças voltam, ela sente cada lágrima quente escorrer por seus rosto e ela volta a ouvir as vozes. Eles ainda conversam. Então foge e volta ao mundo mágico dos livros. Seu olhos ainda brilham.
sexta-feira, 26 de junho de 2009

- E tú, que nem sabes a dor que existe em mim ?
cada vez que eu vejo os teus olhos
cada vez que eu toco tua pele
cada vez que eu ouço tua voz
e cada vez que tu olha nos meus olhos
e diz que me ama
tú não sabes a dor que existe em mim
quando penso que é tudo ilusão
que é tudo mais uma história que eu inventei
só para apagar as memórias ruins do passado
e quem sabe, ter algumas boas do presente
mas eu levei a imaginação acima dos limites impostos
e ninguém saberia
ninguém
que isso é não é mais uma história
um simples faz de conta
porque o faz de conta, fez-se real .
E tú, que nem sabes a dor que existe em mim ...
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